quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Memórias 17 – 08/09/2011: Sistematizando o Fascículo 7 - Modos de Falar /Modos de Escrever: O olhar da tutora

       Iniciamos o encontro com a leitura do Diário de Bordo. Em seguida fizemos a “Dinâmica das diferenças” e iniciamos uma reflexão acerca do Fascículo 2 “Alfabetização e Letramento: Questões sobre avaliação, que tem por objetivos:
· analisar os significados dos processos de avaliação, de diagnóstico e de acompanhamento do processo de alfabetização;
· apresentar instrumentos e procedimentos pertinentes à avaliação da aprendizagem nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, com ênfase no processo de alfabetização;
· apresentar possibilidades de intervenção em situações de dificuldades ou descompasso com as metas esperadas, para assegurar avanços no processo;
· discutir a importância da avaliação do ensino e do trabalho da escola, simultaneamente à avaliação da aprendizagem.
Esses objetivos, na seqüência apresentada, orientarão os tópicos que serão abordados neste
texto.
Refletimos acerca das diferenças, do respeito a  diversidade, do conceito de relativismo cultural, do estranhamento causado por aquilo que foge aos padrões e da influência da visão etnocêntrica permeando os espaços avaliativos.
Para complementar a reflexão,  assistimos ao vídeo: “Tudo bem ser diferente” – Toddy Parr
Em seguida fizemos a leitura complementar do fascículo 7, p. 26 e 27:  Modos de Falar/Modos de Escrever
Para que você possa entender melhor a diferença entre problemas na escrita dos seus alunos
que refletem a pronúncia da palavra e problemas que podem ser explicados pelo sistema
arbitrário das convenções ortográficas, leia o
texto seguinte:
Vamos refletir um pouco sobre as convenções do sistema alfabético do português de modo a desenvolvermos nossa percepção da relação entre os
sons da fala, ou fonemas, e as letras, ou grafemas, que os reproduzem na escrita. Essas convenções foram definidas ao longo de vários séculos, à medida que progrediam os estudos sistematizadores da gramática normativa.
Em nosso trabalho de sala de aula devemos estar
preparados para antecipar problemas prováveis na produção escrita de nossos
alunos. Temos também de aprender a trabalhar esses problemas de forma positiva, quando
nós os encontramos, ajudando os alunos a entenderem por que uma determinada palavra
ou frase contém “erros”.
Os chamados “erros de ortografia” podem ter duas origens principais: ou decorrem dos
hábitos da língua oral ou são decorrentes do caráter arbitrário das convenções ortográficas.
Vamos conversar um pouco mais sobre essas duas fontes de problemas. Para isso, convidamos você a ler duas historinhas:
Duas formigas japonesas estão
conversando:
— Como é seu nome?
— Fu.
— Fu de quê?
— Fu Miga. E você, como se chama?
— Ota.
— Ota de quê?
— Ota Fu Miga.
Essa historinha ilustra bem a questão das interferências da pronúncia na língua escrita, que é
a primeira fonte de problemas ortográficos que estudamos.
Como você percebeu, o componente humorístico da piadinha está justamente na reprodução
da fala: a sílaba “for” inicial da palavra “formiga” sendo reduzida a “fu”.
Leia agora a segunda historinha:
Uma turma de formandos resolve fazer um evento para arrecadar dinheiro para
a formatura e envia o seguinte convite:
“Venha assistir um conserto de piano, sábado à noite, no Clube Municipal”.
Chegou o sábado e o clube estava cheio. Um aluno entrou no palco,
cumprimentou os presentes, tirou um martelinho do bolso e bateu com ele na caixa do piano e depois falou:
— Vocês acabaram de assistir o conserto do piano.
A platéia começou a reclamar e o rapaz falou:
— Leiam novamente o seu convite.
De fato o convite mencionava um conserto e não um concerto de piano.
Estamos aí diante de uma trapalhada criada, intencionalmente, pelo fato de que o som /s/
pode ser representado, entre outras, pela letra “s” e pela letra “c”. Problemas como esse
estão incluídos no que consideramos uma segunda fonte de problemas de ortografia: a
arbitrariedade das normas ortográficas.
O domínio da ortografia é gradual, lento, demorado. Quanto mais oportunidades temos de
observar a língua escrita, refletindo sobre suas características, mais domínio vamos
adquirindo sobre as convenções que a regem. As crianças levam muito tempo para
automatizar as regras ortográficas. Seu domínio dessas convenções só vai se consolidar
depois que tiverem muito contato com os textos escritos.

Bortoni-Ricardo, Stella Maris. Praler Unidade 13. www.fundescola.mec.gov.br
Logo após, Fizemos a sistematização do Fascículo 7:
Fascículo 7:  Modos de Falar/ Modos de Escrever
Objetivos do fascículo
  Refletir sobre as características do texto oral espontâneo de alunos de primeira série e do texto escrito elaborado coletivamente em sala de aula.
  Trabalhar com regras variáveis frequentes nas comunidades de fala, que vão aparecer na produção oral das crianças.
  Refletir sobre a integração dos saberes da oralidade na produção escrita dos alunos.
  Refletir sobre convenções da língua escrita.
  Refletir sobre atividades de leitura e interpretação em sala de aula.
A construção do texto coletivo em sala de aula - unidade I


  Alunos: ao chegarem a escola são falantes competentes em sua língua materna.
  Competência comunicativa: é a capacidade que qualquer indivíduo tem de produzir enunciados em sua língua, ajustando o seu discurso ao interlocutor e à situação de fala.
  Competência comunicativa: inclui a capacidade de formar as sentenças da língua e de ajustar-se às normas sociais e culturais que definem a adequação da fala em qualquer interação.
  Alunos quando começam a ter contato com a língua escrita, ao aprenderem a ler e a escrever: valem-se dos conhecimentos da oralidade que já detêm para construírem suas produções escritas.
  Importância de compreender as relações que se estabelecem entre modos de falar e modos de escrever.
Reflexão sobre língua oral e língua escrita no processo de construção de textos coletivos
  Crianças não dominam a mecânica da escrita: a professora está introduzindo na cultura de letramento:  familiarizando com a estrutura de um texto escrito.
  Texto oral:
  Apoio do contexto – contextos de interação-
  Utilização de recursos: (gestos, expressões faciais, proximidade maior ou menor com o ouvinte, tom de voz)
  Texto escrito:
  Não podemos dispor de informações contextuais: o leitor nem sempre está inserido no mesmo contexto. Precisão  na escolha das palavras como na construção das frases.
  Necessidade de deixar a mensagem mais clara para seu leitor.
  Diferenças culturalmente definidas entre modos de falar e modos de escrever.
A monitoração na fala e na escrita unidade II
  Modos de falar marcados por menos atenção e menos planejamento que os modos de escrever.
  Ao falar há menos monitoração que os modos de escrever.
  Escrita: caráter permanente
  Fala: (a menos que seja gravada) é momentânea.


  Relativismo cultural: postura adotada nas ciências sociais, inclusive na linguística, segundo a qual uma manifestação de cultura prestigiada na sociedade não é intrinsecamente superior a outra. Quando consideramos que as variedades da língua portuguesa empregadas na escrita ou usadas por pessoas letradas quando estão prestando atenção à fala não são intrinsecamente superiores às variedades usadas por pessoas com pouca escolarização, estamos adotando uma posição culturalmente relativa e combatendo o preconceito baseado em mitos que perduram em nossa sociedade.
  A questão da inteligibilidade é complexa:
    “Os brasileiros que têm pouca escolarização e consequentemente pouco contato com a cultura de letramento, podem ter dificuldades para entender o discurso de um evento de letramento como  o de um jornal televisivo, uma entrevista de um político ou de um cientista no rádio ou televisão.”
  A regra de concordância não redundante ocorre com mais frequência nos estilos não monitorados. (quando não precisamos ser formais, mas chega até aos estilos monitorados formais)
  Por estar generalizado na língua nossos alunos irão empregá-la em textos escritos que por sua natureza exigem a regra da concordância redundante prevista pela gramática normativa.
  Professores precisam ficar atentos ao uso da regra de concordância nominal na produção dos alunos e da nossa produção.
  Concordância nominal: pode ser feita de duas maneiras:
  Usando a marca de plural: várias vezes (marcação redundante).
  Marcando-se apenas os primeiros elementos que estejam à esquerda do nome.
  A regra de marcação redundante é usada nos textos escritos e na fala monitorada
  A regra de marcação não-redundante é usada nos textos escritos e nas falas não-monitoradas, espontâneas.
  1 - No Português do Brasil tendemos a flexionar os primeiros elementos que ocorrem à esquerda do núcleo do sintagma nominal plural e não marcar os demais.
  Dispensamos elementos redundantes na comunicação e as diversas marcas de plural no sintagma nominal plural são redundantes. Ao escrever sintagmas nominais plurais, seu aluno vai tender a flexionar somente os primeiros elementos, que podem ser artigos, um pronome possessivo, demonstrativo, etc (exemplos: “os amigo”, meus brinquedo”, “aqueles homi”, “os meus tio”.
  2 – Quanto mais diferente for a forma do plural de um nome da sua forma singular, mais tendemos a usar a marca de plural daquele nome. Quando a forma do plural for apenas o acréscimo de um /s/, tendemos a não empregá-la.
  Escala proposta por Marta Scherre, Maria Luísa Braga, Anthony Naro:
  Aluno~alunos; casa~casas, minha~minhas; (o plural é apenas o acréscimo do /s/.
  Menor~menores; ator ~ atores (o plural é feito com acréscimo de uma sílaba).
  Rapaz~rapazes; vez~vezes; (o plural também é feito com acréscimo de uma sílaba, mas a forma singular se confunde  com a forma de plural porque termina em fonema sibilante)
  Hotel~hotéis; cão~cães; caminhão~caminhões (estes são os chamados plurais irregulares porque acarretam uma mudança maior na sílaba final).
  Ovo~ovos; novo~novos (o plural é marcado pelo /s/ e pela mudança na vogal, que é conhecida como metafonia).
  Reflexão sobre normas de adequação no uso da língua oral
  Duas ou mais maneiras de dizermos a mesma coisa: regra variável.
  A língua de uma comunidade é uma atividade social e como qualquer atividade social está sujeita a normas e convenções de uso.
  Em qualquer língua podemos escolher entre usos mais formais ou menos formais  (condicionada pelas normas que definem quando e onde é adequado usar linguagem informal (não monitorada) e quando e onde se espera que os participantes da interação usem linguagem formal (monitorada).
  Em uma interação face a face e mesmo mediada pelo telefone ou pelo computador, todas as pessoas envolvidas seguem normas sociais que definem o seu comportamento, particularmente o seu comportamento linguístico.
  Atividades sociais são regidas por normas, algumas explícitas em outras implícitas.
  Escola: precisa ampliar recursos comunicativos dos alunos.
  As gramáticas normativas não permitem flexibilidade. Não levam em conta a noção de adequação. São prescritivas: abonam uma forma considerada  correta e rejeitam as que são consideradas erros.
  Alunos : falantes competentes.
  A leitura e a escrita são processos criativos
  Alunos constroem hipóteses sobre leitura e escrita levando em conta o conhecimento que têm da própria língua.
  Nem todos os problemas que as crianças apresentam em sua escrita podem ser explicados pelos seus hábitos de pronúncia. Muitos são consequências do caráter arbritário da língua.
  Fonema/s/: representado pelas letras: “s”; “c”; “x”; “z” (no final das palavras) e pelos dígrafos “ss”, “sc”; “sç”; e “xc”
  Formas de representar o fonema /s/ em cada palavra é convencionada pelas regras de ortografia, no processo de padronização da língua, na elaboração dos dicionários.
  O domínio da ortografia é gradual, lento, demorado. Quanto mais oportunidades temos de observar a língua escrita, refletindo sobre suas características, mais domínio vamos adquirindo sobre as convenções que a regem. As crianças levam muito tempo para automatizar as regras ortográficas. Seu domínio dessas convenções só vai se consolidar depois que tiverem muito contato com textos escritos.
  Lendo histórias infantis em sala de aula – Unidade 3


  Atividade de leitura não implica, necessariamente, que o aluno saiba decodificar os grafemas. Mesmo que ainda não saiba decodificar pode ser um bom leitor, pois a compreensão do texto lido por ele ou por outra pessoa, é o que realmente, garante a sua proficiência como leitor.
  Dimensões que compõem o texto:
  1ª dimensão Contexto – engloba a intencionalidade e a informatividade, pois contribuem para situar o texto dentro de uma dimensão sociocomunicativa. O contexto em que está inserido o texto ajuda muito na compreensão
  Intencionalidade: intenções o produtor do texto.
  Informatividade –  consiste nas informações novas ou nas informações  já conhecidas que o texto traz. Para entendermos certas informações no texto temos que acionar nosso conhecimento de mundo.
  2ª dimensão: O texto: fazem parte da construção textual os seguintes componentes:
  Coesão: As estruturas coesivas que organizam o texto, fazendo dele um todo coeso. Elementos responsáveis por uma progressividade textual. Ex: Maria saiu, ela foi ao cinema. O pronome negritado substitui o sujeito Maria da 1ª oração e indica ao leitor que se continua a falar sobre a mesma pessoa, construindo assim a progressividade do texto .
  Coerência: para que o texto seja coerente, é necessário que os elementos responsáveis pela sua progressão estejam organizados de tal forma que possamos perceber, de forma clara, o desenvolvimento desse tema em uma sequência lógica com começo, meio e fim.
  3ª dimensão: O infratexto: Tudo aquilo que está abaixo da superfície do texto, mas é decisivo para sua coerência. Todo texto carrega inúmeras informações implícitas que são fundamentais para sua compreensão. Necessidade de ativar nossa capacidade inferencial.
  4ª dimensão: O intertexto: a intertextualidade é  a característica que faz um texto dependente de outros. Quando lemos um texto e percebemos nele marcas e/ou referências a textos anteriores lidos, estamos diante de uma intertextualidade.


  REFERÊNCIAS
  Pró-Letramento: Programa de Formação Continuada de Professores os Anos/Séries Inicias do Ensino Fundamental: Alfabetização e Linguagem. Ed. Rev. e Ampl. Incluindo SAEB/Prova Brasil matriz de referência/Secretaria de Educação Básica – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Básica, 2007.
Trabalhamos também com o Power point: Comprensão leitora
Encerramos o dia com a leitura das  HQs: “Magali, Paixão por livros” refletimos sobre a dimensão leitora: texto, contexto, intertexto, infratexto.


                                                  Foi mais um  belo dia de aprendizagem!




Diário de Bordo

Reflexão

Aprendizagem

Conhecimento

Parceria

Descobertas

"Magali: Paixão por livros"

Fascículo 7 - Modos de Falar/Modos de Escrever: Socializando Experiências: Professora Regina EC 410 Samambaia


            A professora Regina  (EC 410)  nos brindou com uma  linda socialização de experiências. Ela levou para sala de aula o DvD: "Chico no Shopping" e assistiu com as crianças do 2° ano  do BIA. Ela  levou as crianças a refletir sobre as Variáveis do Português Brasileiro, o respeito a diversidade e o conceito de Relativismo Cultural. Ela montou  o Mural:  "Assim de Fala/ Assim se Escreve". Em seguida ela distribuiu textos do Chico Bento para apreciação, estimulando a leitura fruição e  o respeito ao Gênero Textual. Dessa forma ela trabalhou na perspectiva de uma Pedagogia Culturalmente Sensível  (Erikson, 1987), por meio de ação/reflexão/ação.




























Algumas coisas não tem preço: Comemorando o Aniversário da tutora: Alegria e Afeto




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dinâmica: O REINO DAS CORES


Havia um reino muito distante e bem colorido. Ele era dividido em 4 territórios separados: o azul, o vermelho, o verde e o amarelo.
O TERRITÓRIO AZUL era bem alegre. As pessoas que lá moravam eram muito animadas. Adoravam bater os pés no chão, esticar as mãos para cima e fazer festas. Sua bandeira era da alegria e seu grito de guerra era: EH..................
Já o TERRITÓRIO VERMELHO, além de quente, devido a sua cor, era o território do amor. As pessoas, que lá moravam, eram muito afetuosas; adoravam fazer cafuné no vizinho, ficar de mãos dadas, abraçar e até dar beijinhos. Sua bandeira era do coração e o seu grito de guerra era: AH..................
O TERRITÓRIO VERDE era ligado à natureza. As pessoas que lá moravam gostavam de subir em árvores, balançar nos galhos, caminhar pela relva, brincar de imitar animais como a onça, o elefante, o gavião e até a galinha. Sua bandeira era da ecologia e o seu grito de guerra era: OH..................
Faltava, então, o TERRITÓRIO AMARELO. Da cor do sol, este reino era toda energia. E ela vinha do corpo. As pessoas que lá moravam eram energéticas, energizadas e por que não dizer emergentes? Adoravam trabalhar com a mente e o corpo. Gostavam de mexer o corpo e bater palmas. Sua bandeira era da energia e seu grito de guerra era: RA..................
Um dia... As cores do mundo começaram uma disputa entre si. Cada uma reivindicava para si que era a melhor. A mais importante. A mais útil. A favorita...
O território da cor Verde disse:
- "Claro que sou a mais importante. Eu sou sinal de vida e de esperança. Eu fui a escolhida para a grama, árvores e folhas. Sem mim, morreriam todos os animais. Examine o campo e verá que sou maioria".
O território da cor Vermelha não agüentou e gritou:
- "Eu governo todos vocês! Eu sou sangue - o sangue da vida! Eu sou a cor do perigo e da coragem. Eu estou disposta a lutar por uma causa. Eu trago fogo no sangue. Sem mim, a terra estaria tão vazia quanto a lua. Eu sou a cor da paixão e do amor".
O território da cor Azul, muito mais calma que todas as outras, mas com muita determinação, disse:
- "Pensem em mim. Eu sou a cor do silêncio. Vocês nem sempre me notam, mas sem mim todos vocês ficam superficiais. Eu represento o pensamento e a reflexão, crepúsculo e água profunda. Vocês precisam de mim para o equilíbrio e para o contraste, para a oração e para a paz interior".
Finalmente, o território da cor Amarela riu e falou:
- "Você é sempre tão séria! Eu trago risada, alegria, e calor para o mundo. O sol é amarelo, a lua é amarela, as estrelas são amarelas. Toda vez que se olha para um girassol, o mundo inteiro começa a sorrir. Sem mim, não haveria nada divertido".
E assim, os territórios com suas cores se ostentavam, cada uma se convencendo de sua superioridade. A disputa estava cada vez mais acirrada, quando, de repente, um flash surpreendente de um trovão iluminou tudo...
A chuva verteu implacavelmente, fazendo muito barulho. As cores se encolheram de medo, enquanto procuravam ficar mais perto uma das outras.
No meio do barulho, a chuva começou a falar:
- "Vocês, cores tolas, lutando entre si, cada uma tentando dominar as outras... Vocês não sabem que cada cor traz um propósito especial? Nem igual e nem mais importante?"
Com a mistura dos territórios nasceu um momento fecundo para transformações. Trocaram conhecimentos e fizeram novas amizades. E sabem que deu certo?
O azul foi correndo encontrar o verde e o amarelo, o vermelho. Cada um procurava
dar a mão para alguém, pois assim sentiam-se protegidos. Depois de um tempinho,
olha que reboliço, com a união das cores formou no céu um grande Arco-íris.
A chuva vendo o que aconteceu disse:                                            
- "De agora em diante, quando chover, cada uma de vocês se estirará pelo céu, em um grande arco colorido para lembrar que se pode viver em paz. Criarão o Arco-íris... e ele será sempre um sinal de esperança".
Com tantas amizades novas, as cores perceberam que não mais poderiam separar-se, pois juntos formariam o território ideal - com alegria, amor, sabedoria e energia. E assim, sempre que uma boa chuva lava o mundo, um Arco-íris aparece no céu, mostrando a amizade e a paz entre as cores que dura até hoje e durará para sempre.
E para comemorar a união, resolveram SACUDIR E ABALAR o novo território.

Dinâmica das Diferenças: Iniciando a Prosa sobre Avaliação - Fascículo 2


Material: folha de papel ofício e giz de cera.
Comando:
1 – Desenhe uma cabeça grande
2 – Desenhe um pescoço fino
3 – Desenhe uma barriga grande
4 – Desenhe uma perna comprida e outra curta
5 – Desenhe um pé grande e outro pequeno
6 – Desenhe um pé virado pra direita e outro pra esquerda
6 – Desenhe dedos longos
7 – Desenhe um  braço comprido e outro curto
8 – Desenhe mãos grandes
9 – Desenhe dedos compridos
10 – Desenhe  uma orelha grande e uma orelha pequena
11 – Desenhe um olho grande e um olho pequeno
12 – Desenhe um nariz de batata
13 – Desenhe sobrancelhas grossas
14 – Desenhe uma boca grande com dentes (ou sem dentes)
15 – Desenhe  o cabelo ( do jeito que desejar)
16 – Desenhe um coração
!7 – Desenhe o umbigo
Reflexão: Por que fizemos desenhos tão diferentes se os comandos foram os mesmos? Refletir sobre os procedimentos avaliativos e o respeito às diferenças.



Dinâmica: Amor e vida




1 - Formação:  em duplas, formando pares um de frente para o outro de forma circular. 
2 - Comando:
Amor... Dê um bom dia pra sua vida
Vida... Dê um bom dia pro eu amor
Amor ... Dê um abraço na sua vida
Vida... Dê um abraço no seu amor

Amor...  Dê um beijo na sua vida
Vida...  Dê um beijo no seu amor
Amor...  Diga pra sua vida que está muito feliz em vê-lo
Vida ...  Diga pro seu amor que está muito feliz em vê-lo
Amor... Diga pra sua vida que ela é muito especial pra você
Vida ... Diga pro seu amor que ele é muito especial pra você
Amor... Vá em busca de uma outra vida

Amor... Dê um bom dia pra sua nova vida
Vida... Dê um bom dia pro seu novo amor
Amor ... Dê um abraço na sua nova vida
Vida... Dê um abraço no seu novo amor

Amor... Dê um beijo na sua nova vida
Vida... Dê uma beijo no seu  novo amor
Amor... Diga pra sua nova vida que está muito feliz em vê-lo
Vida... Diga pro seu novo amor que está muito feliz em vê-lo
Amor... Diga pra sua nova vida que ela é muito especial pra você
Vida...  Diga pro seu novo  amor que ele é muito especial pra você
Amor... Deixa de ser sem vergonha e volte pra sua antiga vida

Amor e vida dançam juntos...


Reflexão
Amor e vida caminham juntos. O amor está para a vida, como a vida está para o amor. Assim como o currículo está para a educação,  como a educação está para o currículo. E ambos (currículo e educação) estão ligados a vida.